Falar é fácil...

Há dias em que nos acontecem determinadas coisas que simplesmente não têm explicação. Por muito que se tente, não adianta. São coisas que acontecem porque apenas têm que acontecer. Tomamos decisões e opções durante o nosso dia (e mesmo durante a nossa vida) sem qualquer tipo de indicação para isso. Seguimos instintos, vontades, pensamentos, desejos…Não sei bem o quê, mas alguma coisa é!

Quando estamos bem, qualquer coisa que façamos vai-nos parecer bem, quando estamos em baixo já não é assim tão simples. O que fizemos nunca nos vai parecer o mais acertado. Vamos sempre pensar que poderia ter sido diferente e que de certeza que o caminho que escolhemos foi o pior deles todos. Pensamos sempre que estamos a pagar por alguma coisa que fizemos…

Quando estamos em baixo, não conseguimos ver as coisas boas que nos aparecem. Aos nossos olhos, pequenos gestos que noutra situação fariam toda a diferença, naquele momento é completamente desvalorizado.

E o que se faz perante alguém assim? Como lidar com a sensação de impotência perante alguém que amamos e gostaríamos de ajudar?

Não deixa de ser engraçado! Gostamos de ter as palavras certas para dizer a alguém quando sentimos que é isso que precisam, no entanto quando somos nós a precisar, esquecemo-nos de tudo…como se não servisse para nós, como se não soubéssemos que o que dizemos é o melhor caminho, como se o que dizemos seja apenas para “parecer bem”. Não, não é nada disso. Mas como se costuma dizer “falar é fácil, fazer é que é difícil”.

Comentários

Dexter disse…
Sabes, penso exactamente assim. Qdo sou eu a falar com os outros, parece-me tudo de solução fácil, mas qdo estou eu com os problemas...é quase impossível consolar-me!
Elisabete disse…
Dexter: Parece-me que é um mal geral! Embora errado, mas parece-me que é daquelas coisas que não se conseguem controlar!
Isto é bem verdade. Muito bem escrito.

Quando estamos em baixo, qualquer coisinha afecta-nos a dobrar, por menor que seja. E associamos logo ao azar.

Quando estamos para cima, pensamos exactamente ao contrário.
Elisabete disse…
Gimbras: Infelizmente é mesmo assim.
Sabemos dizer aos outros o que é melhor a fazer, mas nunca usamos isso a nosso favor.

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