VIVER NUM PARAÍSO TROPICAL COM 500€ MENSAIS!!

Neste momento, algures no mundo, há um reformado com um estilo de vida muito parecido com o seu (ou, prepare-se, bem melhor), mas a pagar um terço por uma refeição fora, um quarto da renda por um apartamento, e a gastar um quinto em transportes. Não quer ser um reformado à rasca? A pensão média em Portugal é de 404 euros – afine o inglês, o francês e o castelhano e mude-se para um dos paraísos (ou quase isso) na Ásia ou na América Central e Latina onde 500 euros chegam para fazer a festa.
Panamá – saldos durante todo o ano
Tem medo de furacões? Aqui não há. Além disso, os transportes públicos são fiáveis, a água da torneira pode ser bebida em quase todo o lado e a Internet funciona bem. Mais: existe um programa especial para reformados, com descontos permanentes de até 50%, em cinema, teatro, concertos, eventos desportivos, estadias em hotéis, mas também em bilhetes de transportes públicos e de avião, e até em restaurantes.
Só há um senão: o programa exige um rendimento mensal superior a 700 euros; ou 550 se comprar uma casa avaliada em mais de 70 mil euros. Para fugir aos preços da capital, escolha Boquete, na base da montanha mais alta do Panamá, o vulcão Baru. Uma casa com dois quartos, mobilada e com vista, custa 450 euros por mês. No mercado pode comprar atum fresco por 4 euros o quilo e camarões grandes por 8. Um prato tradicional com carne, arroz e feijão custa 3 euros. Um problema? A fama do Panamá como paraíso para os reformados está a inflacionar os preços e a tornar os processos mais lentos.
Tailândia – Para os mais poupadinhos
Conseguiu juntar dinheiro? A Tailândia é uma boa opção. Para obter um visto de reformado precisa de ter no mínimo 50 anos e de depositar 18 mil euros no país. Viver em Banguecoque é caro, mas – regra de ouro para todos os destinos – se fugir da capital terá boas surpresas. Em Chiang Mai, a segunda maior cidade, pode arrendar um apartamento com um quarto por menos de 200 euros. Se é fã de praia, tente as cidades de Rayong ou Chonburi. Depois da casa, tudo o resto vai custar-lhe muito menos – até porque o IVA é de 7 %.
Uma ida ao cinema (dois bilhetes e uma bebida) fica por 5 euros, uma cerveja de meio litro por 1 euro. Com um jantar fora por semana e compras nos mercados, um casal gasta cerca de 120 euros por mês em comida. Mas cuidado com as saudades: uma refeição ocidental custa 10 euros por pessoa e comer cereais é um luxo – quase 7 euros a caixa. E se precisar de ir ao médico? Os médicos tailandeses estudaram na Europa e nos Estados Unidos e consegue consulta com a maioria dos especialistas por 35 euros. A alternativa é contratar um seguro de saúde internacional, a partir de 170 euros por ano.
Camboja – festas todas as noites 

Quer poder sair todas as noites para jantar e dançar perto da praia sem ficar falido? Escreva Camboja na sua lista de destinos – 400 quilómetros de costa, praias, florestas, ilhas tropicais e arrozais verdejantes. Depois, procure Sihanoukville: é a maior e mais moderna cidade do litoral. Aqui, a conta da diversão – comida e dança – rondará os 250 euros por mês e a da mercearia os 40. Com um problema: a comunicação com os locais.Os mais velhos falarão um pouco de francês, os mais novos inglês.
Se estiver disposto a partilhar casa, pode viver junto à praia por 100 euros por mês, com Internet incluída; com 40 mil euros compra uma casa com 140 metros quadrados. Para se deslocar alugue uma bicicleta (€2,50 por dia) ou apanhe um mototáxi (entre 20 cêntimos e 1 euro, para deslocações no centro). E ocupe a sua agenda de reformado com jogos de ténis, windsurf e pesca. Cuidados de saúde de qualidade é que só na capital, a 200 quilómetros.
Filipinas – para fãs de peixe 

É amante de peixe e marisco? Na Filipinas tem mais de 7 mil ilhas para petiscos. Os melhores serviços médicos privados do país estão em Cebu, no centro, em Davao, a Sul, e, claro, em Manila, a capital – é possível contratar um enfermeiro permanente a partir de 100 euros por mês. Além disso, 90% da população fala inglês. Se prefere a ideia de ter montanha e mar, experimente Cebu, onde duas pessoas conseguem um manjar de três pratos por menos de 10 euros.
Um passe mensal para transportes públicos não chega a esse preço e é possível arrendar um apartamento com um quarto no centro da cidade a partir de 300 – os preços caem para metade em zonas mais periféricas. Conte com 150 euros para recolha de lixo, electricidade e água. Uma empregada doméstica custar¬-lhe¬-á 30 euros por mês. E há vistos especiais para reformados: se tiver mais de 50 anos, 15 mil euros são suficientes.
Costa Rica – para os tecnológicos 

Aqui, o melhor negócio tem vista de montanha: com 350 euros consegue arrendar um apartamento mobilado, com três quartos, em San Ramón, a uma hora da capital, San José. Se é – ou planeia ser – um reformado high-tech, a Costa Rica também lhe dá garantias: a Internet é rápida e a rede tem boa cobertura. Também é um destino interessante para os ecologistas – 99% da energia que o país consome provém de fontes renováveis.
Além disso, os carros são caros – o melhor mesmo é arranjar uma bicicleta e usar os transportes públicos (o passe custa 30 euros por mês). Todos os seus rendimentos provenientes do exterior estão isentos de impostos. A comida também é barata: um cacho de bananas compradas na rua custa menos de 50 cêntimos. E a Costa Rica tem um dos melhores sistemas de saúde da América Latina: os residentes pagam 13% do seu rendimento mensal – este valor inclui tudo, de consultas a cirurgias.
Equador – Verão todo o ano 

Se detesta o Inverno, decore: Cuenca e Quito – onde depois da Primavera vem o Verão, e depois a Primavera outra vez. Cuenca é a terceira maior cidade do Equador – e património mundial desde 1999. Mantém a arquitectura colonial, as ruas estreitas, empedradas, e inúmeros mercados ao ar livre. Tudo isto se cruza com uma animada vida nocturna e com lojas e supermercados modernos. É possível arrendar um apartamento com dois ou três quartos no centro a partir de 250 euros.
Se prefere uma cidade maior, pesquise Quito. A capital tem um parque urbano com o dobro do tamanho do Central Park, em Nova Iorque. E restaurantes de topo onde um jantar não lhe custa mais de 40 euros – vinho e cocktails incluídos. Os almoços típicos no Equador custam 3 euros e os seguros de saúde 50 euros por mês.

IN Sábado por Joana Carvalho Fernandes

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